Estresse, ansiedade, depressão e fibromialgia

Fibromialgia pode ser definida como uma síndrome de dor crônica, difusa pelo corpo, generalizada. Envolve sintomas diversos como:

  • Dor crônica e difusa por diversos locais do corpo
  • Fadiga
  • Indisposição
  • Sono prejudicado
  • Depressão ou ansiedade

Trata-se de um quadro associado a sensibilidade aumentada à dor, aos estímulos dolorosos. Engloba articulações, tendões e ligamentos. Não causa deformidades como ocorre com outros quadro reumatológicos, mas causa sofrimento importante, redução da capacidade funcional para o trabalho e outras atividades e redução da qualidade de vida.

O diagnóstico é clínico, baseado em sinais e sintomas, visto que não existem exames específicos para fibromialgia. Na fibromialgia há dor em pontos espalhados pelo corpo (pontos gatilho) e as dores perduram por meses.

Muitos fatores isolados ou combinados podem desencadear o quadro clínico, como estresse grave e persistente, traumas emocionais, doenças graves e alterações hormonais. O cortisol, um hormônio central em situações de estresse persistente, parece estar diretamente envolvido no aumento da percepção de dor.

Com a dor o humor e o sono sofrem prejuízo, surge o cansaço, a redução da atividade física, e a ansiedade. O aparecimento de depressão é bastante comum. A fibromialgia tem curso crônico e recidivante, ressurgindo em períodos de estresse intenso ou  problemas de saúde.

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O tratamento envolve uma associação de condutas:

  • técnicas de relaxamento mental e físico
  • Exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura
  • Tratamento de ansiedade, depressão e insônia
  • Mudança de estilo de vida para um estilo menos estressante
  • Medicamentos para atenuar a dor
  • Alimentação mais saudável e priorizar número adequado de horas de sono

Texto escrito pelo Dr. Lincoln C. Andrade

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