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A Síndrome do pânico em mulheres gestantes e no puerpério

Crises de pânico na gestação e no período puerperal são ocorrências das mais temidas por mulheres que sofrem de transtorno de pânico.

Durante a gestação a mulher passa por mudanças diversas em sua vida, mudanças essas que incluem a vida conjugal, social, doméstica e também o trabalho. O estado mental e o nível de estresse da mulher ao se saber grávida, ou durante o ciclo gravídico-puerperal, pode ser decisivo quanto ao risco de ocorrência de crises de pânico.

Veja abaixo alguns fatores que podem servir como fontes de estresse durante a gestação e o puerpério,  e assim  facilitar a possibilidade de recidiva das crises de pânico:

  1. A gestação em curso pode não ter sido planejada
  2.  A gestação sem planejamento pode não ter sido bem aceita por um ou ambos os membros do casal
  3. A gestação pode ser de alto risco por diferentes motivos
  4. A fecundação pode ter acontecido em momento de estresse elevado para a mãe ou o casal
  5. Ao descobrir a gravidez a mulher pode estar, naquele momento, fazendo uso de algum medicamento para tratamento do transtorno de pânico contra-indicado para o início da  gestação, havendo necessidade de interromper seu uso.
  6. Estresse excessivo no trabalho
  7. Ser mãe solteira
  8. Problemas financeiros importantes
  9. Ser mãe de crianças muito pequenas ainda, com sobrecarga de trabalho doméstico

Durante o puerpério existem também fatores de risco para crises de pânico:

  1. Mudanças na fisiologia feminina que ocorrem imediatamente após o nascimento da criança
  2. Curtos períodos de sono e cansaço excessivo nas primeiras semanas de puerpério
  3. Irritabilidade e discussões entre os membros do casal
  4. Crises de ciúme e birra dos filhos maiores
  5. Necessidade de retorno ao trabalho após o auxílio maternidade
  6. Aumento de despesas e pressão sobre as finanças da família

O tratamento de crises de pânico durante  gestação e  puerpério raramente é fácil, e vai depender do nível de gravidade das crises, do período gestacional ou puerperal, do suporte familiar da gestante e da experiência do psiquiatra. Na gestação a dificuldade reside na fase da mesma, devido a limitação para o uso de certos medicamentos. No puerpério a dificuldade encontra-se na amamentação, o que também limita o número de medicamentos que podem ser usados.   A experiência do psiquiatra no manejo de mulheres com crises de pânico no período gravídico -puerperal é fundamental para a boa condução do caso clínico.

Toda mulher que sofre de transtorno de pânico deve procurar planejar a gestação, e não esquecer de incluir no seu planejamento o "pré-natal psiquiátrico", procurando conversar com seu médico psiquiatra a respeito de aspectos relevantes para sua saúde mental neste período tão importante da vida.

Texto de autoria do Dr. Lincoln C. Andrade*

Permitida a reprodução e divulgação desde que citada a fonte (autor e site)

* Dr. Lincoln C. Andrade é médico psiquiatra especializado no atendimento de crises emocionais, estresse, ansiedade e pânico. Criou e mantém em sua clínica o programa CALMA, para o tratamento completo do transtorno de pânico. Agendamento de consultas pelos fones (41) 30391890 E 996437333.

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