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A autoestima é uma espécie de operação matemática

Costumo dizer aos meus pacientes que a autoestima funciona como uma operação matemática, um jogo de soma e subtração. è o que vou procurar explicar neste artigo.

Quando nascemos, chegamos ao mundo com um potencial igual a 100% para a construção da nossa autoestima. Mas, como diz a parábola do semeador na bíblia, é preciso que sejamos semeados em terreno bom, para que a autoestima cresça forte. Caso contrário, teremos problemas ao longo da vida.

O terreno em que a autoestima se desenvolve é composto pela nossa família, bairro, comunidade, escola, professores, religião e muitos outras pessoas e ambientes que vão se apresentando ao longo do nosso desenvolvimento. Quando a família é indiferente a nós, os pais não valorizam nossas realizações de criança, não são afetivos, ou quando sofremos bullying na escola,temos professores críticos demais ou sofremos preconceito de qualquer tipo, nosso potencial para desenvolver uma boa autoestima vai sendo subtraído de nós.

Passando por muitas experiência negativas em nosso crescimento, desenvolvemos internamente um sentimento de insegurança, inibição, menosvalia e medo, quando, na verdade, essas ocasiões e experiências deveriam ter nos proporcionado o desenvolvido de um sentimento de segurança, autoconfiança e autoeficácia. Este último, o senso de autoeficácia, é o sentimento interno de que somos capazes de fazer aquilo a que nos propomos, de que somos capazes de agir no mundo com sucesso.

Ao longo da vida, um forte senso de autoeficácia  permite que você aproveite uma boa oportunidade de trabalho, se aproxime de alguém por quem está interessado e diga sim para muitas experiências importantes de desenvolvimento pessoal. Ou seja, é muito importante para o sucesso na vida.

Então, a questão fundamental é: como aumentar uma autoestima baixa ou muito baixa?

Pois é exatamente aí que se torna clara a afirmação de que a autoestima é uma operação matemática de soma e subtração. Uma pessoa com autoestima muito prejudicada costuma ter um julgamento enviesado de suas experiências: quando faz algo corretamente, tende a achar que foi obra de sorte ou acaso. Quando comete erros, tende a se culpar. Desse modo, uma pessoa com baixa autoestima reforça constantemente esse sentimento interno de menosvalia.

Isso funciona como uma espécie de contabilidade mental, na qual só são registrados os erros e insucessos.  Portanto, para poder melhorar sua autoestima duas coisas são fundamentais:

  1. Você vai precisar avaliar com mais critério seus erros e acertos, começando assim a perceber e valorizar tudo que você faz de positivo, útil, tudo que valoriza você. Isso significa que vai precisar ser mais justo consigo mesmo em suas avaliações, tomar posse emocional de tudo que você faz bem. Esse é um exercício contínuo, e que somente você pode fazer.
  2. Deverá anotar em sua contabilidade mental suas ações positivas, que demonstram suas várias capacidades, habilidades e competências.

O objetivo dessa contabilidade mental é melhorar sua percepção e sua consciência  quanto as suas competências pessoais, e deixar isso bem registrado em sua mente. Desse modo, você passará a somar pontos e elevar sua autoestima a cada nova ação.

Neste momento você pode estar fazendo outra pergunta: e o que vai acontecer se eu tomar atitudes que tragam resultados negativos?

Pois bem, é normal que isso aconteça eventualmente, como ocorre na vida de qualquer pessoa. Justamente por isso é que essa "contabilidade mental" deve ser feita, para evitar que você fique reforçando uma visão negativa a seu próprio respeito. Quando tiver um revés, você também vai registrar em sua contabilidade mental. Entenda, porém, que você terá um balanço mais equilibrado sobre seu valor pessoal quando passar a perceber e registrar em sua mente também as suas virtudes. Além do mais, revezes na vida não necessariamente tem uma relação direta com atitudes erradas. Muitas vezes atitudes corretas e refletidas não trazem bons resultados, e isso não nos transforma em pessoas sem valor.

Saiba também que a autoestima só se constrói na prática, com atitudes, ação. Você pode fazer psicoterapia para se conhecer melhor, corrigir modos incorretos de pensar, mas para melhorar a autoestima vai precisa agir, se arriscar um pouco. Lembre-se de que a vida é uma aventura bastante arriscada, e que é preciso viver essa aventura!

Finalmente, caso precise de ajuda para se sentir mais forte, mais capaz, e melhorar muito sua autoestima, entre em contato conosco. Dr. Lincoln C. Andrade oferece um curso presencial e on-line para fortalecer sua autoestima, permitir que você enfrente seus medos e inseguranças e navegue pela vida com sucesso.

Artigo de autoria do Dr. Lincoln c. Andrade. Permitida e reprodução e divulgação desde que citada a fonte (autor e site, www.lincolnandrade.com.br).

*Dr. Lincoln C. Andrade é médico psiquiatra com residência médica  pelo hospital das clínicas da USP (HC/RP-USP), especializado no atendimento de pacientes em crise emocional, estresse elevado, medo e pânico. Tem vinte anos de experiência na área. É também especialista em sexualidade humana pelo projeto sexualidade do hospital das clínicas da faculdade de medicina da USP (HC/USP). Criou e mantém em sua clínica o programa CALMA, para tratamento do transtorno de pânico, e o o Centro de  relaxamento profundo, de medicina mente e corpo. Dr. Lincoln também mantém um canal no youtube, a Escola de saúde mental, para o ensino gratuito sobre saúde mental e qualidade de vida.

Atendimento presencial, domiciliar e por telemedicina (para todo Brasil). Agendamento de consultas pelos fones (41) 30391890 e 996437333.

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