Tratamento – Medos e Fobias em Curitiba

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DEFINIÇÃO DE FOBIA

Fobia, ou melhor dizendo, fobia especifica, é o termo médico utilizado para a condição clínica em que uma pessoa sofre devido ao medo irracional de um objeto, animal ou situação específica, como ocorre por exemplo na fobia de aranha, elevadores ou avião.

Muitas pessoas sofrem de medo de situações que não são perigosas, como ir ao dentista, ou que envolvem algum risco, como viajar de avião, mas enfrentam a situação sem sofrimento excessivo. Já no caso da pessoa fóbica, o sofrimento será intenso ou ela sequer conseguirá enfrentar o estímulo fóbico.

Existem fobias específicas as mais diversas, até mesmo fobias desconhecidas em nosso meio, como a fobia de conduzir veículos em estradas com neve, como ocorre no hemisfério norte. Basta uma consulta no Google sobre tipos de fobias para que qualquer pessoa se surpreenda com a variedade. Assim como certas fobias são frequentes, como o  medo de lugares altos e de sangue, outras são raras e até bizarras, como a ablutofobia, o medo de tomar banho.

Grande parte da população sofre com algum medo específico, e é justamente a elevada frequência das fobias (há mais de 500 tipos listados, variando das mais comuns às mais raras) que faz com que haja uma certa banalização do transtorno. Frequentemente a pessoa fóbica é objeto de incompreensão e de piadas, e costuma ouvir que é exagerada, "histérica". O que a maioria das pessoas desconhece é que uma fobia pode ser grave ao ponto de incapacitar a pessoa afetada.

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CAUSAS

As  fobias podem se desenvolver por todas as causas abaixo listadas:

1. Experiências diretas, como por exemplo ser mordido por um cachorro e evoluir com fobia de cães, ou vivenciar uma grave turbulência em viagem de avião e evoluir com fobia de aviões.

2. Ao vivenciar uma situação de alarme, como pode acontecer no caso de uma pessoa sofrer assalto com violência em um banco e evoluir com fobia de ambientes bancários. Neste caso a fobia se desenvolveu ao vincular mentalmente a situação de violência com um determinado tipo de ambiente ou situação. Pode ocorrer por exemplo com certa pessoa que ficou presa em determinado local de pequenas dimensões e evoluiu posteriormente com fobia de elevadores.

3. Observando uma situação fóbica,   como presenciar uma pessoa que está sentindo um medo extremo de algo, pois o medo pode ser "contagioso". Ex. Medo de se afogar.

4. Ouvindo a respeito de um determinado perigo repetidamente, como ocorre com muitas crianças cujos pais, por medo de acidentes com seus filhos na infância, repetidamente advertiam a criança exagerando os riscos envolvidos.

É importante deixar claro que, para que uma fobia se desenvolva, há  necessidade de que além da ocorrência de um evento traumático, como os exemplos relacionados acima, exista certa predisposição genética da pessoa afetada. Também é necessário que, após o evento predisponente, a pessoa desenvolva ansiedade antecipatória de que o evento volte a ocorrer ou possa vir a ocorrer.

A woman suffers claustrophobia in an elevator.

DIAGNÓSTICO

O aspecto central, que caracteriza a fobia é o medo persistente (mais de 6 meses), exagerado e irracional que é desencadeado pela antecipação do contato com situações, animais ou objetos específicos, o que faz com que a pessoa evite a todo custo aquilo que é o objeto da fobia (ansiedade antecipatória quanto a novo contato com o estímulo fóbico), ou enfrente a situação com extremo sofrimento .  Quando a pessoa é de algum modo obrigada a enfrentar o estímulo fóbico podem ocorrer ataques de pânico.

TIPOS DE FOBIAS

O número de fobias específicas é muito amplo, apesar da grande frequência de algumas delas, como medo de avião, de aranha e de dirigir. Didaticamente as fobias podem ser subdivididas em 4 categorias, como segue abaixo (Adaptado de Hofmann, Lehman e Barlow, 1997):

a) Tipo sangue-injeção-ferimentos. Esse subtipo está fortemente associado a queda  acentuada da frequência cardíaca e pressão arterial, evoluindo com desmaio. Essa resposta do sintema nervoso é o oposto do observado em pessoas que sofrem de outras fobias e de crises de Pânico, que sentem que vão desmaiar mas isso não ocorre, pois a pressão arterial e a frequência cardíaca estão aumentadas e não diminuídas.  É determinada por herança genética e tende a iniciar próximo aos 9 anos de idade.

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b) Tipo situacional. Caracterizado por medo de transporte público ou lugares fechados. Ex.  Medo de avião e claustrofobia. Costuma aparecer entre a adolescência e início da idade adulta.

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c) Tipo ambiente natural. São fobias de situações ou acontecimentos que ocorrem na natureza, como tempestades, lugares altos ou águas profundas. Envolvem situações que representam perigo em potencial, o que faz com que certo receio ou medo seja normal como mecanismo biológico de proteção. Pessoas que sofrem de fobia tipo ambiente natural para águas profundas por exemplo, evitam passeios ou viagens de barco, limitando assim sua autonomia. Outras, que sofrem de fobia de tempestades, sofrem muito nos períodos das chuvas de verão. Esse tipo de fobia costuma surgir próximo aos 7 anos de idade.

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d) Tipo animal. Trata-se de medo intenso, dramático, de animais e insetos. O medo de animais e insetos é bastante comum, e o diagnóstico de fobia somente se aplica em caso de resposta de medo claramente desproporcional e persistente. Costuma surgir próximo aos  4 anos de idade.

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e) Outros. Refere-se a outras fobias que não se enquadram nas demais categorias, como situações que podem levar a sufocamento, vômito ou contrair uma doença.

  • Os dez grupamentos mais frequentes de medos e fobias são as que seguem abaixo. Não há consenso que permita estabelecer uma ordem numérica exata.
  1. Medo de bichos. Ex.: insetos, aranhas e cobras. Aproximadamente 50% das pessoas tem medo de alguma espécie animal
  2. Medo de Lugares altos. Aproximadamente 48% das pessoas temem lugares elevados
  3. Locais de pequenas dimensões, espaços apertados. Exs.: elevadores, túneis e cavernas. Aproximadamente 34% das pessoas temem tais locais
  4. Viagens de avião. Aproximadamente 31% das pessoas temem viagens de avião
  5. Água.  Seja em piscinas, rios ou em alto mar, aproximadamente 26% teriam medo de água
  6. Dentista. Próximo de 25 % das pessoas temem retornar ao dentista
  7. Sangue. Aproximadamente 22% das pessoas
  8. Clima adverso. Aproximadamente 21% das pessoas temem tempestades, trovões e relâmpagos
  9. Multidões: Em torno de 17% das pessoas sentem pânico em grandes aglomerações de pessoas
  10. Hospitais. Aproximadamente 15% das pessoas se sentem fóbicos em ambientes hospitalares
  • Fonte: National institutes of Health (NIH). USA. 

É importante lembrar que pessoas fóbicas tendem a apresentar mais de uma fobia. A prevalência das fobias na população chega a 15% entre adolescentes e a 10% em média entre adultos, e afetam as mulheres em uma proporção muito acima da população masculina.

Para conhecer um pouco mais sobre os diferentes tipos de fobias, clique em ARTIGOS no menu deste site  e clique novamente  em  "medos e fobias" .

TRATAMENTO

O tratamento consiste em expor planejada e adequadamente a pessoa que sofre da fobia ao estímulo fóbico. Ou seja, só é possível vencer o medo enfrentando-o, mas esse enfrentamento deve ser planejado e conduzido por um profissional especializado. O uso de medicamentos pouco resultado oferece aos pacientes fóbicos. Em nossa clínica oferecemos tratamento de exposição, dessensibilização sistemática e extinção da fobia.

A man that suffers from arachnophobia is shocked when he almost walks into a spider and its web.